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domingo, 25 de janeiro de 2015

A Rainha de Sheba... ou quase

Aos incrédulos internautas que achavam que o blog tinha acabado, vocês estavam certos errados. Apesar de as atualizações estarem na casa do semestre, de vez em quando a inspiração vem (em meio às aulas, trabalhos, etc, etc, etc). E a de hoje veio na forma da Rainha de Sheba!

Esse bolo de chocolate (muito, muito chocolate) é da minha xará inspiradora Julia Child (e aparece no filme "Julie & Julia") e inaugura oficialmente meu pseudo-projeto (ou seja, sem cobranças de prazo, de completar o livro todo, ou de obrigação alguma) Julie/Julia/Julio. Minha idéia é, inspirado na Julie Powell, fazer receitas dos dois livros da Julia Child que eu tenho: "Mastering the Art of French Cooking" e "The French Chef Cookbook".

Como primeira receita, além de ver as duas receitas (os dois livros apresentam a mesma), assisti ao programa em que Julia faz o Queen of Sheba, que pode ser visto aqui:


Como bom brasileiro, dei uma adaptada, mas dessa vez, foi simples; troquei as amêndoas por nozes pecã, que tinha sobrado aqui em casa. E para aproveitar as forminhas novas que comprei na Daiso, fiz uma versão com dois andares e um recheio de café.

A propósito, a receita pede cremor de tártaro. Eu tinha ganhado/comprado há um tempo (era um bonus de aniversário, mas eu tinha que comprar outras coisas na loja), e nunca tinha usado. Realmente faz diferença na textura das claras. 

E vamos às fotos (a receita tem em diversos cantos e no próprio video)

Os ingredientes. Seguindo as recomendações da Julia, coloquei na travessa. Se ao fim da receita não tivesse usado, é porque tinha esquecido!

As duas forminhas, com os bolos. Okay, não está super bem misturado, mas e o medo de perder o volume das claras?

Os bolos prontos. Ficaram bem fofos e levemente molhados no centro.

Coberto com muito chocolate (em retrospecto, se tinha dois andares, devia ter feito mais cobertura...)

Ta-dah!

E o bolo ficou bem gostoso. Com uma textura quase de brownie, mas menos molhado, e um sabor bem marcado de chocolate, achei excelente. Apesar de um pouco trabalhoso, o resultado final vale a pena. Não tem foto do bolo cortado porque sou uma negação para servir =]


domingo, 8 de junho de 2014

Fungi with a Fun Guy

E chega o domingão, dia de Faustão ciclovia feira!!! Como moro no Paraíso, a que costumo ir é ali na Sampaio Viana (perto do HCor e do Starbucks, parada quase que obrigatória).

Cogumelos Frescos >>>>>>>>>cogumelos em conserva

A idéia era fazer três pratos, mas achei que o alho poró podia ficar para outro dia.
Resolvi então fazer um risoto (com um toque japonês [porque não tinha vinho, mas tinha saquê]) e com os cogumelos que (milagrosamente ) sobraram, fazê-los assados.

Ambas as receitas foram adaptadas de livros do Jaime Jamie Oliver: o risoto do "O Chef Sem Mistérios" (Ed. Globo, 1999) e os assados de " O retorno do Chef Sem Mistérios"(Ed. Globo, 2000).

Risoto de cogumelos (3 porções)
Ingredientes :
Cerca de 750 mL de caldo (eu usei o de cogumelos)
4 colheres de sopa de azeite de oliva
1 cebola média picada
300 g de cogumelos (usei cogumelos Paris e Shitake, ambos frescos)
Sal refinado
3 dentes de alho
200 g de arroz para risoto
100 mL de saquê para cozinhar (eu usei o licoroso e ficou levemente adocicado)
70 g de manteiga
80 g de parmesão ralado
Pimenta chili em flocos
Limão
1 punhado de tomilho

Preparo:
Corte os cogumelos em fatias. Se preciso, cozinhe-os em duas ou três porções. 
Em uma frigideira, aqueça 1 colher de azeite de oliva e adicione os cogumelos e o tomilho. Cozinhe por um minuto, e acrescente meio dente de alho picado e uma pita de sal. Deixe por mais dois minutos, e adicione flocos da pimenta e um pouco de suco de limão. Deixei mais uns 30 segundos, e se estiver bem tenro, reserve.
 
 Os cogumelos já estariam bons para serem comidos assim

Pique metade dos cogumelos (já cozidos), e separe dos restantes.
Para o risoto, prepare o caldo e deixe o quente, em fogo baixo. Em uma frigideira (eu usei a mesma que a dos cogumelos), aqueça duas colheres de azeite, coloque a cebola e uma pitada de sal, deixando por 3 minutos, até amolecer. Adicione o alho picado (dois dentes devem ser o bastante), e deixe mais dois minutos.
Adicione o arroz, aumente o fogo, e refogue até começar a ficar translúcido (cerca de 2 a 3 minutos). Adicione o saquê (ou outra bebida, como vinho branco, vermouth, ou Dolly Citrus) . Quando a bebida for absorvida, comece a adicionar o caldo, cerca de uma concha por vez, e adicione os cogumelos picados.

 
 Deve ficar bonito assim, mas o arroz ainda está duro.

Vá adicionado caldo, até o arroz ficar tenro, mas um pouco consistente (al dente). Tire a panela do fogo, adicione a manteiga e o parmesão, e os outros cogumelos, mexendo bem para incorpora tudo. e voilá! Está Pronto!

Cogumelos assados
Ingredientes:
Quantos cogumelos quiser preparar, aumentando o molho de acordo
1 punhado de tomilho
1 pitada de pimenta chili seca
2 dentes de alho, picados finamente
umas 3 colheres de azeite
1 pedaço de manteiga (duas colheres de sopa, aproximadamente)
Sal e pimenta-do-reino

Preparo:
Preaqueça o forno a 220C. Em um almofariz, amasse o tomilho, o chile e o alho, e adicione o azeite. usando as mãos, espalhe sobre os cogumelos, já dispostos em uma assadeira, com os cabos para cima. Complete salpicando pedaços de manteiga, fazendo pequenos talhos no cogumelo e inserindo fatias do alho. Tempere, se necessário, e asse por 15 a 25 minutos, até ficarem corados.
 
Bom para vegetarianos e outros apaixonados por cogumelos!!

domingo, 1 de junho de 2014

Alcaçuz, mariscos e baunilha

Calma, gente. O título não é o que usei em uma receita só!! Mas é que resolvi experimentar usar ingredientes incomuns (e felizmente não muito caros =]).

Esse fim de semana fui na feirinha gastronômica Mundo Pop (Rua Teodoro Sampaio, 1041, subsolo), que funciona aos sábados, para visitar o estande de uma amiga minha, criadora do Mãe, To com fome (recomendo a visita ao site, especialmente para quem acha que não sabe cozinhar).

Passando em um supermercado por ali, vi que eles tinham vôngole. um marisquinho pequeno, já limpo e sem a concha. Lembrando que eu havia comprado favas de baunilha (quem já experimentou sabe que é um salto gigante entre usar a 'essência', que só tem vanilina, e a fava natural), e alcaçuz, e não sabia o que fazer, resolvi incorporar cada um em uma receita.

Começando pela sopa de cenoura com alcaçuz [2 porções] (retirada e adaptada daqui).

Ingredientes:
1 pedaço médio de canela em pau
2 pedaços de raiz de alcaçuz
1 xícara de água fervente
2 colheres de sopa de azeite de oliva extra-virgem
400 g de cenoura, cortadas em rodelas finas (eu não descasquei)
1 pitada de sal
2 colheres de sobremesa de gengibre fresco ralado
2 xícaras de caldo de cogumelos (tem em cubinhos em alguns supermercados)
Suco de meio limão

Preparo:
Na xícara de água fervente, adicione a canela e o alcaçuz. Tampe com um pires e reserve.
Em uma frigideira grande (eu usei um wok), coloque as cenouras, o gengibre, o sal e o azeite, e em fogo baixo, mexendo constantemente, deixe a cenoura começar a ficar dourada (eu, como não me aguento de ansiedade, fui experimentando durante o cozimento. O ponto bom foi quando a cenoura ficou molinha e levemente adocicada).
Aguarde esfriar, e coloque no liquidificador a cenoura, o ´chá' de alcaçuz com canela (sem os gravetos, senão fica muito forte), o caldo de cogumelos e o suco de limão.
Se quiser, coe. Eu não coei porque gosto de sopa pedaçuda.

Spaghetti alle vongole [1 porção](adaptada da receita da minha musa Nigella, livro "Feast: Food to celebrate life", 2004, Hyperion):

Ingredientes:
150 gramas de mariscos, tipo vongole, já sem a concha
100 gramas de espaguete (eu usei o numero 8 da Barilla)
2 dentes de alho picados em pedaços pequenos
2 colheres de sopa de azeite de oliva
1 colher de sobremesa de chili (ou alguma outra pimenta de respeito)
uma taça (120 mL) de vinho branco seco
1 colher de sopa de manjericão fresco

Preparo:
Prepare o espaguete de acordo com as instruções do pacote (ferve a água, joga o sal, taca o macarrão, seja feliz, etc, etc), mas se prepare para tirar antes de ficar pronto (mais ou menos um minuto antes de ficar al dente).
Faltando uns 4 minutos para o tempo final do macarrão, aqueça o azeite, e frite levemente o alho (cuidado para não [se] queimar). Quando estiver douradinho, adicione a pimenta, os mariscos, o vinho e tampe a panela. Em dois minutos, tudo deve estar cozido.
Drene o macarrão, e jogue na panela com o o alho e os mariscos, e metade do manjericão. Tampe e sacuda pra pegar bem o gosto, deixando mais um minuto em fogo baixo (pra terminar de cozinhar o macarrão).
Retire do fogo, e ao colocar no prato, decore com o restante do manjericão. O livro da Nigella recomenda comer sem queijo ralado. Experimentei assim e realmente o sabor do alho e dos mariscos já são suficientes pra temperar o macarrão (a wikipedia concorda!).

Arroz-doce com baunilha (retirado do livro "Cozinha Passo a Passo: Pratos Básicos", 2009, Larousse)
Ingredientes:
150 g de arroz para risoto (eu usei o arbório)
750 mL de leite (a julgar pelos outros ingredientes, eu diria que usar desnatado é perda de tempo)
1 caixinha de creme de leite (o original mandar usar o fresco. $e você$ qui$erem, fiquem à vontade)
1 fava de baunilha
1 colher de sopa de açúcar
15 g de manteiga (aproximadamente uma colher de sopa)

Preparo:
Coloque o leite, arroz, creme de leite e a fava de baunilha (o livro não especifica, mas eu abri, raspei as sementes e deixei a fava lá dentro), junto a um copo d´água, e deixe ferver. Diminua o fogo, e sem tampa, deixe cozinhar em fogo baixo por 35 minutos, até o arroz ficar cremoso e al dente (eu recomendo mexer, pra não queimar o fundo).
Junte o açúcar e a manteiga, e deleite-se!

 Os pratos finalizados. E sim, eu como frutos do mar com vinho tinto, me processem!


Bonus track:
Como eu na verdade fiz meia receita do arroz doce, e sobrou meia fava de baunilha... resolvi que evitar doce é para os fracos (e magros), e fiz umas tartelettes de caramelo com flor-de-sal (que pode ser omitida, e fica bom do mesmo jeito).

Tartelettes de caramelo com flor-de-sal (retirada do livro "Agridoce - 30 receitas para saborear!" - Valery Drouet, 2010, Larousse )

Ingredientes:
Para a massa:
meia fava de baunilha
80 g de manteiga (em temperatura ambiente)
120 g de farinha de trigo
80 g de açúcar
2 gemas

Para o caramelo:
30 g de manteiga com sal
100 g de açúcar
150 mL de creme de leite
uma pitada de flor-de-sal

Preparo:
Misture a manteiga com as sementes da fava, e adicione a farinha, o açucar e por fim as gemas. Incorpore bem (eu uso as mãos), até formar uma massa firme, não muito pegajosa. Coloque na geladeira, para facilitar o manuseio depois (o livro recomenda duas horas).
Retire a massa, e com ajuda de um rolo, deixe-as no formato das formas a serem usadas (eu usei formas de empadinha) e acomode nas forminhas. Ponha para assar no forno pré aquecido a 180 C, por cerca de 10 minutos (até ficar firme e dourada).
Prepare o caramelo, adicionando 50 mL de água ao açúcar e colocando para ferver, em fogo médio. A calda vai ficar mais morena. Quando chegar no ponto, retire do fogo, aguarde 1 minuto, e adicione o creme de leite, incorporando bem (no meu caso, a calda endureceu quando fiz isso. Retornei ao fogo, bem baixo e mexi com bastante paciencia, até dissolver tudo). Adicione então a manteiga e deixe esfriar um pouco. (é aqui que se coloca a flor-de-sal. Fiz com e sem, e o resultado é excelente dos dois jeitos)

Quando tudo estive pronto, é só adicionar o caramelo na massa já assada, e colocar na geladeira por 1 hora para firmar.


Eram quatro, sobraram duas....rumo aos três digitos de peso.


Gostei um bocado de todas as receitas, mas certamente voltaria a fazer o espaguete e as tortinhas.



segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

If you like Pina Coladas...

para ouvir ao som de Escape

Estou de volta! êêêê!!! Viva!! Hooray!!!

Obrigado, Steve!

E para celebrar, Yakisoba e sorvete de Piña Colada!!


Esse Yakisoba bonitão é na verdade do pacotinho do Nissin (o do miojo, não esse aqui) . Mas não deixem a origem duvidosa desestimular vocês. O negócio fica bem gostoso (com adaptações).

A receita é bem simples:

Ingredientes
- file de peito de frango em cubos (usei uns 200 gramas)
- carne bovina fatiada (usei patinho, uns 300 gramas)
- 250 gramas de macarrão para yakisoba (instantâneo, orgânico, vegano, fica a vosso critério)
- Um pacote de legumes congelados
- shoyu
- um pouco de maizena
-óleo de soja

Preparo:
- Ponha água pra ferver (já que já já vai precisar)
- Coloque os legumes para descongelar (eu coloquei na água enquanto deixava ferver, e assim que levantou fervura, tirei com uma escumadeira)
- Coloque o macarrão, de acordo com as instruções do pacote
- enquanto isso, coloque o óleo em uma frigideira grande, até ficar com meio dedo de altura (pode ser um wok)
- coloque as carnes e deixe dourar, tomando cuidado para que não fique crua por dentro (ou seja, fogo médio)
- Adicione 1/2 xícara de shoyu, e deixe o molho 'pegar' na carne.
- Adicione meia colher de sopa de açúcar, para quebrar o salgado do shoyu, se assim preferir, e uma colher de sobremesa de maizena, dissolvida em 50 ml de água gelada (para não ficar com pelotinhas), para engrossar.
- Junte o macarrão escorrido e os legumes
-Coma feito um porco oriental!

Mas o ápice do fim de semana foi o sorvete de Piña Colada. Tirada do livro da Nigella Lawson (mais especificamente do livro Nigella Kitchen), essa receita leva cocaína abacaxi e muito amor. Segue a minha adaptação

Ingredientes
- 1 abacaxi, ou polpa de um abacaxi, ou suco de abacaxi (como a receita original recomenda)
 - 1/3 xícara de Malibu (rum com coco)
- 1 xícara de açúcar
- 2 pacotinhos de creme de leite (de 200 mL)
 - coco ralado (eu não tinha, mas imagino que fica bom)

Preparo:
Bata a polpa do abacaxi, com o rum. Sem bater, dissolva o açucar.
Em uma tigela, bata o creme de leite, até ponto de picos moles (um pouco antes do de chantilly).
Adicione aos poucos a mistura da fruta ao creme de leite, mexendo suavemente.
Leve ao freezer por cerca de 3-4 horas.

sábado, 20 de julho de 2013

Banana, Bacon & Booze



Adiantando-nos à vinda da frente fria da próxima semana, preparei uma comfort food digna de qualquer livro, uma sopa de legumes.

Obviamente não foi uma reles sopa estilo "sobras da geladeira", e sim uma sopa motivada pela compra de zimbro (ou em inglês juniper) na feira. Já tinha ouvido falar desse ingrediente, inclusive tem um conto dos irmãos Grimm chamada A Árvore de Zimbro, mas nunca tinha experimentado; o gosto é bem forte, deixando um amargo after taste.

Juniper berries, que foram trituradas antes de adicionadas à sopa

Apesar de demorar um pouco para fazer, deixando a panela por 1 hora em fogo baixo, o resultado final foi muito bom, apesar da aparência não muito sugestiva que levou-nos a apelidá-la de Sopa Shrek. O gosto do zimbro ficou bastante suave, e o toque final de bacon torna esta uma deliciosa refeição para encarar o frio que está vindo. Nos baseamos nessa receita, mas com algumas alterações. (Usamos whisky ao invés de Sherry, ervilhas junto com as lentilhas e omitimos a salsa no final).


Para sobremesa, com o whisky que sobrara da comilança irlandesa, fizemos uma modificação de receita de parfait para ingredientes mais tropicais que já tínhamos.
Essa é a nossa receita do Boozy Banana Parfait:
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Boozy Banana Parfait (serve 2 pessoas)
1 banana cortada em rodelas, e cada rodela em quatro (usamos a nanica)

1 colher de sopa de açúcar mascavo
30 ml de whisky
1 copo de iogurte (usamos aquele de coco com pedaços de fruta)
um punhado de cereal matinal (usamos Nesfit, mas deve ficar bom com granola, como na receita original)

Misture a banana, o açúcar e o whisky em uma tigela, e misture bem. Aguarde um pouco, para pegar bem o gosto.

Usando duas taças ou copos altos (transparentes são melhores para podermos ver as camadas), coloque uma camada de banana, uma de iogurte e uma do cereal, repetindo mais uma vez.

E pronto!
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Ficou bem saboroso, sem ser muito forte (apesar do whisky) nem muito doce. E pelo pouquinho de álcool, esquenta quase tanto quanto a sopa.

terça-feira, 2 de julho de 2013

In Vino Veritas

Antes de tudo, um esclarecimento: Eu não sei NADA de vinho (okay, talvez não nada.. e certamente aprendi alguma coisa na aula da semana passada na faculdade, sobre isso. Mas com certeza não é das minhas especialidades).

Mas eu gosto, de vez em quando, de usar vinho na cozinha. Seja para risoto, para fazer um doce, ou no caso de hoje, uma carne.

Resolvi me aventurar hoje fazendo um Entrecôte Marchand de Vin, do livro How to Cook (book two)  da Delia Smith (que eu comprei há algum tempo e tem várias receitas básicas, e algumas mais avançadas).




A receita é bem simples (numa tradução livre a seguir)

Ingredientes

Filés de carne bovina, em temperatura ambiente
1 colher de sopa de óleo de oliva
1 cebola pequena picada (eu tentei a variação com alho e deu certo também)
Cerca de 150 ml de vinho tinto
Pimenta-preta moída (de preferência fresca)

Preparo

Aqueça metade do óleo, e com ele frite a cebola até que doure (cerca de 6 minutos). Retire para um prato, e adicione a outra metade do óleo, em fogo bem alto. Coloque os bifes, e pressione levemente para 'dourar' um do lados. Deixe de 2-4 minutos, de acordo com o ponto preferido. Vire para o lado oposto. Quando faltar cerca de 2 minutos, retorne a cebola para a frigideira e adicione o vinho. Deixe o molho reduzir até ficar como uma calda, virando o bife se necessário. Sirva, cobrindo os bifes com o molho.



O prato fica bastante saboroso, e fica com o sabor do vinho, sem mascarar o da carne. Se preferir, adicione um pouco de sal no ultimo passo (junto com o vinho) para não ressecar demais a carne.

domingo, 23 de junho de 2013

Gourmet em dose dupla

Depois de muito tempo sem postar, hoje tem dose dupla. Essa semana foi meu aniversário, e resolvi que era uma excelente desculpa para me empanturrar dois dias seguidos.


Ontem, sábado, foi dia de faxina em casa (com auxílio externo remunerado, já que sou parcialmente incompetente nessa área). O cardápio foi um gratin dauphinois (nome afrescalhado para batata gratinada), que eu fiz com batatas-doces, e um medalhão de salmão com dukkah. Esse dukkah é um tempero em pó egípcio que dá para fazer em casa. Segue a receita do que fiz e gostei

Dukkah
2 colheres de sopa de gergelim
1 colher de chá de mostarda em grãos
1 colher de chá de semente de coentro moída
1 colher de chá de cominho
um punhado de pistache


Coloque tudo na frigideira até o gergelim começar a ganhar cor (e subir aquele cheiro bom). Espere esfriar um pouco e triture no processador ou liquidificador. Fica bom em legumes cozidos, ou para 'empanar' o salmão.



No domingo, para comemorar que já estou na casa dos trinta, foi dia de chamar minha mãe, minha irmã e minha avó para comerem em casa. Minha avó tem um tino culinário excelente, e é sempre intimidador cozinhar para ela. No cardápio, uma carne cozida na cerveja (com alho poró, pimentões e tomate) e um risoto de brócolis com provolone. Para a sobremesa, um crumble de morangos com amêndoas (e chantilly para engordar acompanhar) .






 

sábado, 8 de junho de 2013

Schnitzelbank!!

Sábado, dia de faxina (sob reponsabilidade da minha assistente do lar quinzenal) e de tentar receitas novas.

A de hoje eu retirei do livro The Book of Jewish Food de Cláudia Roden- ed Viking. O livro em si é lindo,cheio de fotos da cultura judaica, e com receitas que até agora só me deram sucesso (e uns quilinhos a mais)

Resolvi fazer um Schnitzel de Peru. A receita é bem simples. Cada filé ( de preferencia o mais fino possível) é levemente temperado com sal e pimenta, passado na farinha de trigo, no ovo levemente batido e nas migalhas de pão (eu usei aquelas que se compra na Liberdade que usam para tempurá). É frito em óleo e servido com limão pra espremer.  



Parece bem comparável com o Schnitzel que experimentei em Viena no ano passado.


A propósito, o título se refere a isso aqui:



terça-feira, 28 de maio de 2013

A necessidade é a mãe da invenção

Boa noite, pessoal!

Essa semana consegui ajeitar meus horários de noite, faltando nas aulas, fazendo uma reflexão interior, e consegui cozinhar dois dias seguidos! \o/

Ontem foi um semi-desastre, com uma sopa de cebola que ficou meio sem graça e pesada ao mesmo tempo. Resolvi ainda fazer uma piperada (do livro Sabores da Espanha - ed. Publifolha), mas não tinha tomates, e nem sabia o que fazer com ela depois (para ser sincero, fiz para aproveitar os pimentões que tinha comprado).

Trevas? Poderia ser, se não fosse o desespero e a fome a criatividade!

Eu tinha um pouco de arroz arbóreo, então a conclusão natural era fazer um risotto. A receita (do livro Food & Wine 1996 -American Express Publishing Corporation) pedia tomates grelhados (e não leva vinho, o que achei estranho).... os pimentões de ontem poderiam substituir. Voilá! Cria-se um prato (e que ficou bem gostoso).

Segue a receita:

Piperada (adaptada)
3 pimentões (a original dizia vermelhos, eu usei os verdes)
1/4 xícara de azeite extravirgem
1 1/4 xícara de cebola em cubinhos
2 dentes de alho fatiados finamente
uma pitada de páprica
1 folha de louro
1/2 colher (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de sal

Asse os pimentões inteiros no forno a 190ºC por 30 minutos até ficarem macios;
Coloque-os em um saco plástico e dê um nó, fechando bem. Deixe que eles fiquem no próprio vapor por uns 3 minutos; limpe-os e retire a casca;
Corte os pimentões em tiras ao longo de seu comprimento;
Aqueça o azeite em uma panela em fogo médio e refogue a cebola por 4 minutos. Junte o alho e refogue por 2 minutos. Junte o pimentão, a páprica, a folha de louro, o sal e o açúcar, cozinhando por cerca de 15 minutos, com um pouquinho de água.

Risotto (para 4 porções) - adaptado
 6 xícaras de caldo de legumes
1 1/2 colheres de sopa de azeite extravirgem
1 cebola picada
 1 1/2 xícaras de arroz arbóreo (próprio para risotto)
Piperada (da receita anterior)
1 colher de sopa de manteiga sem sal
Parmesão, sal e pimenta a gosto

-Deixe o caldo quente, em uma fervedeira a parte (eu usei aquele pronto)
-Aqueça o azeite em uma panela, adicione a cebola e deixe dourar em fogo médio, até amolecer (1 minuto e meio foi suficiente para mim), mexendo sempre.
-Adicione o arroz e cozinhe, mexendo bastante, por um minuto, para que ele se cubra de óleo.
-Adicione uma xícara do caldo, mexendo até que quase todo ele tenha sido absorvido. Junte a piperada, e mexa, adicionando mais uma xícara, e aguardando que o arroz absorva o caldo. Faça assim até o caldo acabar (cuidado para não queimar o arroz).
-Junte o parmesão ralado, a manteiga e mexa para misturar bem.
-Está pronto para servir. Se precisar, acerte o sal.


Para finalizar: hoje dei um pulinho na Livraria Cultura (meio balançado depois de ter lido isso), e achei uns livros do Jamie Oliver!!! Para celebrar, fiz uns pãezinhos Navajo para acompanhar o risotto (okay, okay, carboidrato pra acompanhar carboidrato... meu lado nutricionista é obeso e relaxado!). Receita bem fácil e gostosinha (lembra uma bolacha água-e-sal, bom para quem é viciado em Cream Crack).


terça-feira, 21 de maio de 2013

O Pão nosso de .... quando dá tempo

Como alguns de vocês já sabem, eu raramente tenho tempo de cozinhar de verdade durante a semana. Já há algum tempo, eu tinha visto no livro Tudo e Mais um Pouco (Mark Bittman, Ed. Leya Brasil), um dos livros que mais me ajudam quando estou sem inspiração, uma receita de pão sem sovar.

Já achei esquisito de cara. Eu demorei a aprender a fazer um pão decente que servisse para mais do que peso de papel. Sovar sempre me pareceu o ponto limitante. Bata de menos, e o pão não dá liga; bata demais e a polícia te prende pela Lei Maria da Penha e o pão fica massudão.

Mas, para minha surpresa, o pão ficou sensacional. Fofinho por dentro, crocante por fora. Só a quantidade de sal me pareceu um pouco subestimada, mas perfeitamente consertável em uma segunda tentativa. Só precisou de paciência, como vocês verão.

A receita parece ter vindo de um certo Jim Lahey em uma coluna do New York Times e já se espalhou pela internet. Transcrevo-a a seguir:

4 xícaras de farinha de trigo ou semolina (usei meio a meio)

½ colher de chá de fermento biológico instantâneo (usei aquele da Fleischmann do saquinho amarelo)
2 colheres de chá de sal
2 xícaras de água morna
2 colheres de sopa de azeite extravirgem

1. Misture a farinha, o fermento e o sal, misturando bem. Junte a água formando uma massa pegajosa, mas não muito líquida. Besunte a bola de massa com o azeite e cubra a tigela (eu usei filme plástico). Deixe descansar por 18 horas.

É isso mesmo... 18 horas!!!! O que quer dizer, faça a massa hoje, e aguente firme para comer amanhã.


o antes, recém misturado e coberto com o filme plástico.....

.... e o depois, já dobrado e deixado para crescer por duas horas (a vasilha era maior)

2. Polvilhe uma superfície com farinha e dobre a massa duas vezes (eu joguei farinha por cima e incorporei na tigela mesmo). Cubra com o filme plástico e deixe descansar 15 minutos.

3. Adicione um pouco de farinha, só para evitar que a massa grude, forme uma bola e proteja ou com pano de prato de algodão levemente enfarinhadas, ou, como eu fiz, transfira para uma tigela limpa (e maior, para que ele possa crescer) e vede com filme plástico, deixando crescer por duas horas.

4. Ponha para assar a 235ºC (deixando o forno aquecer uma meia hora antes) por 20 minutos em algum recipiente tampado (o livro diz que pode ser pirex, uma caçarola... eu usei uma forma de bolo e 'tampei' com um daqueles tapetes de silicone de assar biscoito). Retire a tampa e deixe mais 20-30 minutos.

5. Espere esfriar e tenha um pãozinho crocante e fofinho.