terça-feira, 2 de julho de 2013

In Vino Veritas

Antes de tudo, um esclarecimento: Eu não sei NADA de vinho (okay, talvez não nada.. e certamente aprendi alguma coisa na aula da semana passada na faculdade, sobre isso. Mas com certeza não é das minhas especialidades).

Mas eu gosto, de vez em quando, de usar vinho na cozinha. Seja para risoto, para fazer um doce, ou no caso de hoje, uma carne.

Resolvi me aventurar hoje fazendo um Entrecôte Marchand de Vin, do livro How to Cook (book two)  da Delia Smith (que eu comprei há algum tempo e tem várias receitas básicas, e algumas mais avançadas).




A receita é bem simples (numa tradução livre a seguir)

Ingredientes

Filés de carne bovina, em temperatura ambiente
1 colher de sopa de óleo de oliva
1 cebola pequena picada (eu tentei a variação com alho e deu certo também)
Cerca de 150 ml de vinho tinto
Pimenta-preta moída (de preferência fresca)

Preparo

Aqueça metade do óleo, e com ele frite a cebola até que doure (cerca de 6 minutos). Retire para um prato, e adicione a outra metade do óleo, em fogo bem alto. Coloque os bifes, e pressione levemente para 'dourar' um do lados. Deixe de 2-4 minutos, de acordo com o ponto preferido. Vire para o lado oposto. Quando faltar cerca de 2 minutos, retorne a cebola para a frigideira e adicione o vinho. Deixe o molho reduzir até ficar como uma calda, virando o bife se necessário. Sirva, cobrindo os bifes com o molho.



O prato fica bastante saboroso, e fica com o sabor do vinho, sem mascarar o da carne. Se preferir, adicione um pouco de sal no ultimo passo (junto com o vinho) para não ressecar demais a carne.

domingo, 23 de junho de 2013

Late night delight

E como comida pode repetir, mas sobremesa não (mentira, a do almoço foi prontamente devorada), depois de comer as sobras (com a carne mais saborosa depois de descansar na cerveja e o risoto ainda mais cremoso), resolvemos fazer mais uma!!!

Dessa vez estreando meus ramequins, um cremoso e gordo suflê de chocolate. 


Gourmet em dose dupla

Depois de muito tempo sem postar, hoje tem dose dupla. Essa semana foi meu aniversário, e resolvi que era uma excelente desculpa para me empanturrar dois dias seguidos.


Ontem, sábado, foi dia de faxina em casa (com auxílio externo remunerado, já que sou parcialmente incompetente nessa área). O cardápio foi um gratin dauphinois (nome afrescalhado para batata gratinada), que eu fiz com batatas-doces, e um medalhão de salmão com dukkah. Esse dukkah é um tempero em pó egípcio que dá para fazer em casa. Segue a receita do que fiz e gostei

Dukkah
2 colheres de sopa de gergelim
1 colher de chá de mostarda em grãos
1 colher de chá de semente de coentro moída
1 colher de chá de cominho
um punhado de pistache


Coloque tudo na frigideira até o gergelim começar a ganhar cor (e subir aquele cheiro bom). Espere esfriar um pouco e triture no processador ou liquidificador. Fica bom em legumes cozidos, ou para 'empanar' o salmão.



No domingo, para comemorar que já estou na casa dos trinta, foi dia de chamar minha mãe, minha irmã e minha avó para comerem em casa. Minha avó tem um tino culinário excelente, e é sempre intimidador cozinhar para ela. No cardápio, uma carne cozida na cerveja (com alho poró, pimentões e tomate) e um risoto de brócolis com provolone. Para a sobremesa, um crumble de morangos com amêndoas (e chantilly para engordar acompanhar) .






 

sábado, 8 de junho de 2013

Schnitzelbank!!

Sábado, dia de faxina (sob reponsabilidade da minha assistente do lar quinzenal) e de tentar receitas novas.

A de hoje eu retirei do livro The Book of Jewish Food de Cláudia Roden- ed Viking. O livro em si é lindo,cheio de fotos da cultura judaica, e com receitas que até agora só me deram sucesso (e uns quilinhos a mais)

Resolvi fazer um Schnitzel de Peru. A receita é bem simples. Cada filé ( de preferencia o mais fino possível) é levemente temperado com sal e pimenta, passado na farinha de trigo, no ovo levemente batido e nas migalhas de pão (eu usei aquelas que se compra na Liberdade que usam para tempurá). É frito em óleo e servido com limão pra espremer.  



Parece bem comparável com o Schnitzel que experimentei em Viena no ano passado.


A propósito, o título se refere a isso aqui:



domingo, 2 de junho de 2013

Feriado é para engordar

Ah, o feriado. Aqueles dias longe do trabalho e da faculdade que permitem que a gente engorde porque passa mais tempo em casa. Enquanto alguns usam o tempo para descansar, eu uso para
cozinhar coisas novas.

Para começar, uma versão mais 'chique' do misto-quente: o Croque Monsieur. Admito que não ficou 100% (o certo é esperar o queijo gratinar mais), mas eu não tive paciência ao sentir o cheirinho bom saindo do forno.


A receita básica é bem simples. Só precisa achar uma boa receita de bechamel (o que eu fiz ia o leite com farinha e manteiga, mais um pouco de pimenta e noz moscada), e lembrar de colocar o queijo também por fora (usei o Gruyere).

No mais, acabei fazendo um curry de frango (com ajuda, então não sei exatamente a receita, mas prometo que posto quando souber), e um arroz com coco (fácil, fácil! Só substituir a água do cozimento por leite de coco, e jogar umas raspinhas de coco tostado por cima).





Mas o ponto alto da glutonice do feriado, foi a Banoffee pie! Retirei essa receita do As Preferidas do Chef Curtis Stone- ed. Larousse Brasil. Uma torta muito muito saborosa com banana, um creme batido e caramelo por cima. Não parece muito saudável, mas o feriado permite (e no meio disso tudo, eu juro que houve uma salada para tentar compensar).



terça-feira, 28 de maio de 2013

A necessidade é a mãe da invenção

Boa noite, pessoal!

Essa semana consegui ajeitar meus horários de noite, faltando nas aulas, fazendo uma reflexão interior, e consegui cozinhar dois dias seguidos! \o/

Ontem foi um semi-desastre, com uma sopa de cebola que ficou meio sem graça e pesada ao mesmo tempo. Resolvi ainda fazer uma piperada (do livro Sabores da Espanha - ed. Publifolha), mas não tinha tomates, e nem sabia o que fazer com ela depois (para ser sincero, fiz para aproveitar os pimentões que tinha comprado).

Trevas? Poderia ser, se não fosse o desespero e a fome a criatividade!

Eu tinha um pouco de arroz arbóreo, então a conclusão natural era fazer um risotto. A receita (do livro Food & Wine 1996 -American Express Publishing Corporation) pedia tomates grelhados (e não leva vinho, o que achei estranho).... os pimentões de ontem poderiam substituir. Voilá! Cria-se um prato (e que ficou bem gostoso).

Segue a receita:

Piperada (adaptada)
3 pimentões (a original dizia vermelhos, eu usei os verdes)
1/4 xícara de azeite extravirgem
1 1/4 xícara de cebola em cubinhos
2 dentes de alho fatiados finamente
uma pitada de páprica
1 folha de louro
1/2 colher (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de sal

Asse os pimentões inteiros no forno a 190ºC por 30 minutos até ficarem macios;
Coloque-os em um saco plástico e dê um nó, fechando bem. Deixe que eles fiquem no próprio vapor por uns 3 minutos; limpe-os e retire a casca;
Corte os pimentões em tiras ao longo de seu comprimento;
Aqueça o azeite em uma panela em fogo médio e refogue a cebola por 4 minutos. Junte o alho e refogue por 2 minutos. Junte o pimentão, a páprica, a folha de louro, o sal e o açúcar, cozinhando por cerca de 15 minutos, com um pouquinho de água.

Risotto (para 4 porções) - adaptado
 6 xícaras de caldo de legumes
1 1/2 colheres de sopa de azeite extravirgem
1 cebola picada
 1 1/2 xícaras de arroz arbóreo (próprio para risotto)
Piperada (da receita anterior)
1 colher de sopa de manteiga sem sal
Parmesão, sal e pimenta a gosto

-Deixe o caldo quente, em uma fervedeira a parte (eu usei aquele pronto)
-Aqueça o azeite em uma panela, adicione a cebola e deixe dourar em fogo médio, até amolecer (1 minuto e meio foi suficiente para mim), mexendo sempre.
-Adicione o arroz e cozinhe, mexendo bastante, por um minuto, para que ele se cubra de óleo.
-Adicione uma xícara do caldo, mexendo até que quase todo ele tenha sido absorvido. Junte a piperada, e mexa, adicionando mais uma xícara, e aguardando que o arroz absorva o caldo. Faça assim até o caldo acabar (cuidado para não queimar o arroz).
-Junte o parmesão ralado, a manteiga e mexa para misturar bem.
-Está pronto para servir. Se precisar, acerte o sal.


Para finalizar: hoje dei um pulinho na Livraria Cultura (meio balançado depois de ter lido isso), e achei uns livros do Jamie Oliver!!! Para celebrar, fiz uns pãezinhos Navajo para acompanhar o risotto (okay, okay, carboidrato pra acompanhar carboidrato... meu lado nutricionista é obeso e relaxado!). Receita bem fácil e gostosinha (lembra uma bolacha água-e-sal, bom para quem é viciado em Cream Crack).


domingo, 26 de maio de 2013

Grécia, Índia e... Sérvia!

Zdravo!

Nesse fim de semana, recebi uns amigos em casa para um lanche de fim de tarde. Minha mãe, uma amiga minha da Sérvia (ex-Sérvia-e-Montenegro, ex-Iugoslávia, ex-Império-Ottomano), e um casal que já conhece mais países do que eu tenho anos de vida.

Logo, era minha obrigação moral fazer algo internacional. Resolvi então fazer de novo o pão do post anterior, e acompanhá-lo com pastas e patês.

As escolhas da vez foram Tzatziki (um patê grego de iogurte com limão, pimenta, azeite e pepino ralado) e um patê de berinjela assada (que eu incrementei com ricota e pimenta-de-cheiro).


E para acompanhar o café/chá/bebida-de-despedida, um bolo chiffon de Chai, meu gato, um chá preto com especiarias típico da Índia, que caiu muito bem com a massa fofinha do bolo (cuja receita eu tirei daqui, substituindo Earl Grey pelo Chai) . Modéstia à parte, tudo ficou bem gostoso.